O STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou um pedido de liminar em habeas corpus movido em favor de Virgílio de Oliveira Medina, advogado preso durante a Operação Hurricane (furacão), que desarticulou uma quadrilha especializada na compra de sentenças judiciais para beneficiar a máfia do jogo.
Com a decisão, o desembargador do TRF (Tribunal Regional Federal) da 2ª Região Abel Gomes manteve a determinação da Justiça Federal do Rio de transferir Medina para o presídio federal de Campo Grande (MS).
O advogado de Medina, Renato Tonini, disse que irá pedir novamente que seu cliente não seja transferido para Campo Grande. Ele afirmou que pretende recorrer na quarta-feira (2). “O novo pedido de liminar já está pronto.”
Tonini disse ainda que terá até o próximo dia 7 para evitar a transferência de Medina. Essa data marca o fim dos depoimentos dos acusados de integrar a máfia do jogo.
Medina está preso desde o último dia 13 de abril, quando foi deflagrada a Operação Hurricane da PF (Polícia Federal), que prendeu 25 suspeitos.