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Tribunal chinês recusa processo contra estatal de laticínios

Tribunal chinês recusa processo contra estatal de laticínios

Pequim - Um tribunal chinês recusou-se hoje a aceitar um processo contra a empresa estatal de laticínios Sanlu Group Co.. O processo foi movido por dezenas de familiares que afirmam que suas crianças ficaram doentes ou morreram em razão da ingestão de leite contaminado, segundo os advogados das famílias. O grupo de 63 pessoas é o primeiro conhecido, até agora, a abrir um processo após o escândalo. O grupo, do qual fazem parte os pais de duas crianças que morreram, pede quase 14 milhões de yuans (US$ 2 milhões) de indenização da Sanlu, informou o advogado Xu Zhiyong, que trabalha em Pequim.

Pequim – Um tribunal chinês recusou-se hoje a aceitar um processo contra a empresa estatal de laticínios Sanlu Group Co.. O processo foi movido por dezenas de familiares que afirmam que suas crianças ficaram doentes ou morreram em razão da ingestão de leite contaminado, segundo os advogados das famílias. O grupo de 63 pessoas é o primeiro conhecido, até agora, a abrir um processo após o escândalo. O grupo, do qual fazem parte os pais de duas crianças que morreram, pede quase 14 milhões de yuans (US$ 2 milhões) de indenização da Sanlu, informou o advogado Xu Zhiyong, que trabalha em Pequim.

A empresa de produtos lácteos, sediada na cidade de Shijiazhuang, norte da China, foi o centro da maior crise de segurança alimentar do país nos últimos anos. Estima-se que seis bebês tenham morrido e quase 300 mil tenham tido problemas urinários após beberem uma fórmula infantil contaminada com o produto químico melamina. Três dos seis advogados do grupo apresentaram o processo ao escritório de registros da Suprema Corte de Hebei, mas receberam como resposta que o pleito judicial não poderia ser aceito porque departamentos do governo ainda investigam o caso.

"Nós achamos que foi a desculpa deles para não aceitar o caso. Continuaremos a tentar registrar o caso e a fazer pressão", disse o advogado ativista Li Fangping, que ajudou a organizar o caso. Segundo o advogado, o tribunal de Hebei, a província onde a Sanlu está sediada, recebeu os documentos. "Nós apresentamos nossos documentos e expressamos nossas preocupações. Manteremos contato com eles para ver quais são os progressos", disse o advogado Lan Zhixue.

Na semana passada, o Ministério da Saúde da China reconheceu que seis bebês provavelmente morreram contaminados – o dobro do número inicial – e que 294 mil sofreram problemas urinários depois de terem bebido a fórmula infantil, número seis vezes maior do que os apresentados inicialmente na última contagem feita em setembro.

A Justiça do Direito Online

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