O presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Miguel Pachá, considerou positiva a decisão da Procuradoria-Geral de Justiça de investigar o juiz Alexander Macedo.
O magistrado foi responsável pelo desbloqueio de alguns imóveis de Sérgio Naya reservados ao pagamento das indenizações das vítimas do Palace 2. Ele era o juiz da 4ª Vara Empresarial.
O Ministério Público questionou vários atos do magistrado. Entre os quais, permitir a venda de terreno em Minas Gerais para ex-funcionário de Naya. O juiz argumentara que o imóvel foi vendido antes do bloqueio.
Pachá, no entanto, ressaltou, em nota divulgada à tarde, que os promotores deveriam ter recorrido no momento em que os supostos erros teriam ocorrido. Pachá destacou que o juiz abrira mão de seus sigilos e entregara ao Conselho da Magistratura a defesa. “No TJ nada temos a esconder. Todos os erros que dizem que o juiz cometeu estão no processo e com a concordância do MP”.
O juiz Alexander Macedo já preparou relatório com explicações sobre o caso e equívocos cometidos sobre os despachos dos promotores, concordando com as decisões que tomou. Ele encaminhou o documento a juízes, promotores e alunos e continua trabalhando.