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5/10/2005

Médico é condenado por morte depois de lipoaspiração

O Hospital Santa Marta e o médico Denício Marcelo Caron, de Brasília, forma condenados a pagar indenização de R$ 200 mil por danos morais à mãe e à irmã de Grasiela Murta de Oliveira, morta em 2002 depois de se submeter a uma lipoaspiração. A decisão é da Theresa Karina de Figueiredo Barbosa, da 3ª Vara Cível de Brasília. Cabe recurso.

Segundo os autos, depois de receber alta Grasiela foi para casa sentindo fortes dores abdominais, foi internada dias depois e morreu após um mês. A paciente teve insuficiência renal aguda, insuficiência respiratória com pneumonia e derrame pleural, insuficiência hepática e acidente vascular isquêmico.

O médico foi admitido para operar no Hospital Santa Marta sem qualquer questionamento sobre sua qualificação profissional, apesar de ser apontado como responsável pela morte de outras três pacientes em Goiás — circunstância que acarretou a suspensão de sua inscrição no Conselho Regional de Medicina do estado.

Quando fez a lipoaspiração em Grasiela, o médico já não tinha habilitação para o exercício da profissão e atuava sem autorização do Conselho Regional de Medicina do DF. Caron também descumpriu Termo de Ajustamento de Conduta firmado com o Ministério Público de Goiás, no qual se comprometia a suspender suas atividades como cirurgião plástico.

O médico sustentou que a paciente apresentava bom estado e que as dores eram comuns a procedimentos da espécie. Disse que acompanhou todo o tratamento e que a paciente morreu em virtude de infecção generalizada por agente normalmente identificado em ambientes hospitalares. Por isso, não poderia ser responsabilizado.

Já o Hospital Santa Marta afirmou que cabia ao Ministério Público de Goiás e aos Conselhos Regional e Federal de Medicina, divulgar a situação em que se encontrava o médico e que houve culpa recíproca por parte da paciente e das autoras da ação, que demoraram a procurar o médico depois dos problemas.

A juíza refutou os argumentos. Segundo a decisão, a Lei 8.078/90 determina que é objetiva a responsabilidade do prestador por defeitos relativos à prestação dos serviços. E apontou o fato de que o hospital não verificou a habilitação do médico.

Grupo Pão de Açúcar é condenado por humilhar vendedor

O Grupo Pão de Açúcar foi condenado a pagar indenização de R$ 6 mil por danos morais a um ex-empregado obrigado pelo gerente a dançar em frente aos colegas quando não atingia as metas de venda. O vendedor trabalhava no hipermercado Extra. A decisão é da 3ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (São Paulo). Cabe recurso.

Ministro afirma que quadrilha negocia o benefício

O ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos afirmou que existe uma quadrilha oferecendo delação premiada. “São pessoas que procuram réus condenados e lhes propõem conseguir a redução de suas penas em troca de diferentes pagamentos, alguns em dinheiro, outros em favor, outros de outra espécie”, disse o ministro na abertura do 11º Seminário Internacional do IBCCRIM — Instituto Brasileiro de Ciências Criminais, na terça-feira (4/10).

TAM é condenada a indenizar passageira por overbooking

A Tam foi condenada a pagar R$ 5,5 mil a uma passageira pelos danos morais que sofreu por prática de overbooking. A decisão é do juiz Ben-Hur Viza, do 2º Juizado Especial do Núcleo Bandeirante, Distrito Federal.

TRT paulista poderá ganhar 141 juízes substitutos

O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (São Paulo) poderá ganhar 141 juízes substitutos. A Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5.471/05, que prevê o reforço.

TRT-SP garante vínculo empregatício a jogador de esporte amador

Os juízes da 4ª Turma do TRT-SP reconheceram, por unanimidade de votos, o vínculo empregatício do atleta Giovane Farinazo Gavio com o Esporte Clube União Suzano. Para os juízes, se o atleta é contratado para treinar e jogar pela agremiação esportiva mediante remuneração, fica descaraterizado o amadorismo e pode ser configurada a relação de emprego com o clube.

Pai é condenado a 28 anos de regime fechado por violentar filha

O juiz Hamilton Gomes Carneiro, do Tribunal de Justiça de Valparaíso de Goiás, condenou o desempregado E. a 28 anos, 1 mês e 15 dias de reclusão, a serem cumpridos na Cadeia Pública da cidade, em regime integralmente fechado, pela prática de atentado violento ao pudor praticado contra a própria filha, de seis anos de idade.

Thomaz Bastos afirma que PF investiga venda de delações premiadas

O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, revelou durante uma palestra em São Paulo, que a Polícia Federal abriu inquérito para investigar uma suspeita de estelionato baseado no recurso da delação premiada. A Polícia Federal ainda não confirma a informação.

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