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Desembargador morto no ano passado poderá ter sigilo bancário aberto

Desembargador morto no ano passado poderá ter sigilo bancário aberto

Planilha emitida pela Diretoria da Folha de Pagamento da Magistratura do TJ revela que o dinheiro caiu na conta de Vianna “por ordem do próprio”.

 O Ministério Público vai requerer a quebra do sigilo bancário do ex-presidente do TJ de São Paulo, desembargador Antonio Carlos Vianna Santos. O pedido será extensivo à advogada Maria Luiza Pereira Vianna Santos, viúva do magistrado. Vianna Santos ocupou a presidência da corte durante o ano de 2010. Naquele ano ele foi contemplado com R$ 914,8 mil a título de “pagamento excepcional”. Planilha emitida pela Diretoria da Folha de Pagamento da Magistratura do TJ revela que o dinheiro caiu na conta de Vianna “por ordem do próprio”.

Durante os cinco primeiros meses de sua gestão na presidência, Vianna recebeu quantias extraordinárias. Em janeiro de 2010, recebeu salário de R$ 116,9 mil, mais R$ 100 mil de verba “excepcional”. Em fevereiro, o salário chegou a R$ 308,4 mil, mais R$ 291,3 mil de extra. Em maio, R$ 229,9 mil de salário e R$ 200 mil de extra. Ele foi encontrado morto em sua casa, vítima de enfarte agudo do miocárdio, na madrugada de 26 de janeiro de 2011. A polícia afasta a hipótese de homicídio. O fato de Vianna estar morto não impede o rastreamento de seus dados financeiros.

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