seu conteúdo no nosso portal

Juíza manda quebrar sigilo bancário de júri que absolveu Valentina

Juíza manda quebrar sigilo bancário de júri que absolveu Valentina

A juíza Edith Ribeiro Dias, da 11ª Vara Penal de Belém e diretora interina do Fórum Criminal da cidade, determinou a quebra do sigilo bancário dos sete jurados que participaram do julgamento de Valentina de Andrade, 73, e dos três oficiais de Justiça encarregados de manter os membros do júri incomunicáveis.

A juíza Edith Ribeiro Dias, da 11ª Vara Penal de Belém e diretora interina do Fórum Criminal da cidade, determinou a quebra do sigilo bancário dos sete jurados que participaram do julgamento de Valentina de Andrade, 73, e dos três oficiais de Justiça encarregados de manter os membros do júri incomunicáveis.

A Polícia Civil encaminhou nesta quinta-feira a ordem judicial ao Banco Central Regional. Na polícia tramita um inquérito sobre as circunstâncias que envolveram o julgamento, que foi realizado entre o dia 19 de novembro e 5 de dezembro de 2003.

Valentina de Andrade foi acusada de ser a mentora da morte e emasculação de garotos em supostos rituais de magia, em Altamira (PA).

Nas investigações foram ouvidas 25 pessoas que presenciaram o julgamento ou que estavam no hotel que abrigava os jurados.

A quebra do sigilo bancário servirá para a polícia vistoriar movimentações atípicas nas contas dos envolvidos. Segundo a polícia, os depoentes confirmaram que tinham acesso a TV, telefone e visitas íntimas durante seu período de isolamento. A acusação pede a anulação do julgamento devido à quebra da incomunicabilidade do júri.

Julgamento

A acusação usou vídeos, depoimentos das vítimas, de uma testemunha e de familiares das crianças envolvidas, ao passo que a defesa alegou insuficiência de provas. Valentina foi absolvida por seis votos a um.

Outros supostos participantes dos crimes –dois médicos, um empresário e um ex-policial militar– foram condenados as penas que variam de 32 a 57 anos de prisão.

“Pode quebrar sigilo bancário, telefônico, fiscal de qualquer jurado. Não houve situação de corrupção. Esse inquérito, que a meu ver é inócuo, vai fazer com que se coroe a absolvição de Valentina de Andrade”, afirmou Cláudio Taledoni, um dos advogados da acusada.

Já a presidente da Associação de Familiares de Altamira, Rosa Pessoa, disse que é cedo para formar uma opinião, mas classifica o resultado da sentença (em favor de Valentina) de “estranho”.

Compartihe

OUTRAS NOTÍCIAS

Sócio retirante desligado antes do Código Civil de 2002 não se submete ao prazo de dois anos
TJMT mantém multa aplicada a posto por falta de informação sobre preços
Borracheiro receberá adicional de insalubridade por estresse térmico