Geral & Policial

- Atualizado em

Identificados nomes que participaram dos ataques ao juiz em Santa Rita

Pessoas do povo de Santa Rita começaram a identificar e denunciar os responsáveis pela organização e financiamento do protesto de 20 (vinte) pessoas para atacar o juiz Aluizio Bezerra Filho, fato ocorrido na semana passada que terminou com a interdição do tráfego na BR 230.

Pelo que foi apurado até o momento, pessoas pobres, sem nenhum discernimento para compreensão do conteúdo das faixas produzidas, teriam recebido dinheiro para comparecer e portar as faixas e cartazes com ofensas ao juiz, apenas porque este teria decidido pelo retorno do atual prefeito, Reginaldo Pereira. Essa decisão foi mantida pelo Desembargador José Ricardo Porto do TJPB, e pelo ministro Francisco Falcão, do STJ.

Já teriam sido identificados como envolvidos no episódio delituoso, Fábio Bezerra da Silva, ex-assessor administrativo do gabinete do ex-prefeito Severino Alves, conhecido pela alcunha de “Netinho”, hoje vice-prefeito do município de Santa Rita, Paulo Ricardo Ferreira Franca, ex-assessor especial da Secretaria de Articulação Institucional, Geraldo Pessoa De Oliveira Neto, ex-Diretor do Departamento de Esportes e Lazer, que tinha salário de R$ 2.5000,00, e, Ivanildo Alexandre Coutinho Cavalcante, ex-assessor especial da chefia de gabinete do ex-prefeito Netinho. Também figura como suspeito dos ataques ao juiz, o sargento PM reformado Nunes, ex-assessor do ex-prefeito Severino Alves.

Essas pessoas estão sendo apontadas como aquelas atuaram ativamente na confecção das faixas, cartazes, recrutando e pagando, para que gente pobre estives presente naquele evento forjado para simular um protesto em nome da população de Santa Rita. Um grupo de 20 pessoas foi alugado.

Segundo uma fonte local, as fotos, endereços e a qualificação completa, serão repassadas para o Delegado Especial que será designado esta semana pelo Secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Claudio Lima, atendendo a requerimento formulado pelo presidente da Associação dos Magistrados da Paraíba –AMPB- Juiz Horácio Melo.

Os fatos criminosos poderão levar os envolvidos a serem enquadrados nos crimes de calúnia qualificada, injúria, difamação, constrangimento ilegal, dano, incitação ao crime, associação criminosa, corrupção de menores, além de violação do estatuto da criança e adolescentes, devido ao uso de menores na realização do aludido ato.

Muitos moradores de Santa Rita estão fornecendo fotos e vídeos feitos em celulares.

Afora a responsabilidade penal, os envolvidos estão sujeito a serem condenados por dano moral pela prática deliberada de denegrir a honra, a imagem e a reputação do magistrado.

Segundo uma fonte de Santa Rita, “as pessoas recrutadas moram numa favela próxima e não tem noção do significado dos textos das faixas, que teriam sido confeccionadas pelos organizadores com orientação de operadores do direito, pessoas que atuam como advogados”.

Outra fonte da polícia informou que aqueles que receberam dinheiro para participar do protesto de aluguel e os organizadores terminarão por apontar o principal responsável pelos crimes praticados contra o juiz, como forma de abrandarem suas responsabilidades, seria uma espécie de delação premiada, porque o interesse maior é chegar ao autor intelectual e financiador dos delitos.

 

Fonte: Redação

No Banner to display

Comentários