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Enquanto STF decide futuro dos réus do mensalão, ladrões de chinelos são presos

Os dois são Silva. Ambos esperam ansiosos a batida do martelo daJustiça. As coincidências em torno da dupla de mesmo sobrenome param por aí. Enquanto um Silva é acusado de furtar um par de chinelos, o outro foi condenado por comandar um esquema de corrupção que desviou R$ 170 milhões dos cofres públicos. O primeiro, Keny Silva, está desempregado. Já passou pela cadeia e para lá voltou, horas depois do furto. O segundo, José Dirceu de Oliveira e Silva, recebeu a sentença há dez meses e ainda está solto.

Na quinta-feira, terminou empatada em 5 a 5 a votação no STF sobre a aceitação dos recursos de Dirceu e de outros réus do mensalão. Na próxima quarta-feira, caberá ao mais antigo ministro da Corte, Celso de Mello, desempatar a votação e decidir se, afinal, haverá ou não um novo julgamento para o segundo Silva e outros 11 condenados no processo do mensalão.

Tudo tem sido diferente para o segundo Silva. Aos 32 anos, nascido na Favela do Antares, em Santa Cruz, Keny já cumpriu pena pelo mesmo crime. Na quarta, foi preso ao lado de Leonardo Ribeiro de Araújo, de 19, em Botafogo. Teriam surrupiado o chinelo de um turista português. De camisas surradas, bermudas rasgadas e sandálias gastas, os dois teriam sido flagrados pouco após o furto. Leonardo, que tem anotações por tráfico de drogas e roubo, é morador de Belford Roxo. Os dois negaram ter cometido o crime.

— A gente estava tomando cachaça quando viu os chinelos na areia — alegou Keny.

Os PMs, no entanto, garantem ter visto a dupla enterrar o chinelo, após o furto.

Levados para a 12ª DP (Copacabana), os dois foram transferidos ontem para a cadeia pública Juiza Patrícia Acioli, em São Gonçalo. Devem permanecer presos até o julgamento. Enquanto isso, o ex-ministro José Dirceu, que acompanhou pela TV a sessão no STF, deve aguardar livre, em seu sítio em Vinhedo, no interior de São Paulo, o desfecho do mensalão.

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