seu conteúdo no nosso portal

Nossas redes sociais

Flávio Bolsonaro pede afastamento de juiz da Lava Jato que doou a Lula

Via @metropoles | O senador Flávio Bolsonaro acionou hoje o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pedindo o afastamento do novo juiz da Lava Jato, Eduardo Fernando Appio. Na representação enviada à corregedoria, Flávio cita doação de R$ 13 feita por Appio à candidatura de Lula em 2022. E, também, o fato de o juiz ter assinado como “LUL22” no sistema de transmissão eletrônica de atos processuais.

Na representação, Flávio afirma que a conduta de Appio é “ilegal e imoral”. E alega que a doação a Lula e a assinatura do sistema eletrônico “afrontam o dispositivo constitucional que determina aos magistrados a abstenção de envolvimento em atividades político-partidárias”. Apenas em fevereiro de 2023, argumenta Flávio, Appio alterou a sigla de sua assinatura para “EDF23”.

Flávio cita trecho do Conselho de Ética da Magistratura que diz que “a independência judicial implica que ao magistrado é vedado participar de atividade político partidária”. E cita a possibilidade de perda de cargo em caso de descumprimento da regra.

O senador citou ainda declaração do ministro da Justiça. Flávio Dino, que, em outro contexto, criticou a mistura de toga e política.

“Se o juiz, o procurador quiser fazer passeata: há um caminho. Basta pedir demissão do cargo”, diz trecho de declaração de Dino destacada por Flávio.

Na representação, Flávio Bolsonaro pede o afastamento de Appio da Lava Jato e da 13ª Vara Criminal de Curitiba.

“Aliado à gravidade dos fatos narrados que evidenciam simpatia/afinidade ideológica pelas lideranças e políticos vinculados ao Partido dos Trabalhadores e potencial parcialidade do magistrado, há no caso em análise excepcional urgência para que esse E. CNJ determine o seu afastamento da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba”.

Paulo Cappelli
Fonte: www.metropoles.com

Foto: divulgação da Web

Compartihe

OUTRAS NOTÍCIAS

Banco é condenado a ressarcir cliente vítima da “falsa central de atendimento”
STJ: Devedor de alimentos não precisa de intimação pessoal para segunda execução
Extinção da monitória por insuficiência de prova com negativa de perícia é cerceamento de defesa