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Beócios e ignorantes

Dias atrás, levei um grande susto ao assistir a um telejornal no qual o nosso primeiro mandatário mais uma vez fazia os seus costumeiros e irrelevantes discurso

Dias atrás, levei um grande susto ao assistir a um telejornal no qual o nosso primeiro mandatário mais uma vez fazia os seus costumeiros e irrelevantes discursos, que só são aplaudidos pela “corte” da sua comitiva. Durante um embate com estudantes usando nariz de palhaço — embate este equiparável a briga de cortiço, no qual sua dantesca figura respondia aos estudantes em nível muito pouco apropriado para o cargo que ocupa — e após muita lengalenga defendendo os palhaços e o circo, nosso presidente resolveu atacar “aszelites” com a seguinte pérola de sua lavra intelectual: “Aszelites ficam gritando contra o bolsa-família, a grande obra do meu governo, mas não falam nada contra as bolsas de estudos de até US$ 2 mil que o governo paga a bolsistas para pesquisas e estudos no exterior.”

Diante desta afirmação, tenho a certeza que o grande objetivo do atual governo é governar para um povo no qual o beócio e o ignorante venham a ser a grande parte da população. Até porque um povo sem cultura e educação é muito mais fácil de ser governado e dominado, inclusive por quem não tem a mínima condição intelectual de pensar e, consequentemente, governar.

Porém nosso representante esquece que uma sociedade só existe se houver cultura, educação e inteligência, ou seja, escola com condições de ensinar e fazer pensar. A educação não é só para alfabetizar, mas para fazer a inclusão de todos no mundo moderno, globalizado e tecnológico em todos os sentidos. A educação hoje tem de estar em uniformidade global, pois o mundo ficou pequeno após o advento da aviação e da comunicação.

Assim, um país que não buscar conhecimento fora de suas fronteiras, com os mais desenvolvidos, estará fadado ao subdesenvolvimento, enfrentando todas as mazelas advindas da ignorância, bem como suas óbvias conseqüências, sendo a maior delas a de ser governado “ad-infinitum” por ditadores e oportunistas de plantão.

Um País que não tem cérebros pensantes nem governantes com referencial, ressentidos por uma condição que infelizmente não lhes permitiram estudar no passado, não chegará a lugar algum, pois os mesmos só têm hoje interesse de se vingar daqueles que tiveram condições um dia de estudar e, principalmente, elaborar um raciocínio lógico e estruturado que lhes dá o poder de julgar com imparcialidade os absurdos e desmandos que a nossa nação vem enfrentando.

E voltando a falar de circo… Também concordo que se trata de um espetáculo muito sério e importante para uma sociedade, desde que os atores não sejam políticos do picadeiro mambembe e sem graça que se tornou a capital do nosso País.

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