A 2ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) deu provimento a um recurso e absolveu o advogado Thiago Brennand de uma acusação de estupro. O julgamento, realizado em maio pela Corte, reverteu uma condenação de oito anos imposta a ele em agosto de 2025, de acordo com informações do g1.
Brennand respondeu a uma denúncia feita pelo Ministério Público de São Paulo em dezembro de 2022 relacionada à acusação de abuso sexual da estudante de medicina e ex-miss Stefanie Coen. O crime teria acontecido após um jantar na capital paulista. Na ocasião, a vítima teria passado mal por conta da ingestão de bebida alcoólica e o empresário teria encaminhado-a para um quarto de hotel e forçado a prática de atos sexuais.
Em seguida, a defesa dele também entrou com um recurso, afirmando que a relação sexual teria sido consensual. O MP também recorreu da sentença e pediu a condenação de Brennand pelos demais crimes imputados na denúncia e o aumento da indenização por danos morais para R$ 1 milhão.
Ao chegar à segunda instância e passar a ser analisado pelo TJ-SP, o caso provocou divergências entre os magistrados. O relator do processo, desembargador Tetsuzo Namba, entendeu que as provas eram suficientes para manter a condenação, mas foi vencido pelos votos do revisor, desembargador Francisco Orlando, e do presidente da 2ª Câmara de Direito Criminal, desembargador Alex Zilenovski, que formaram maioria pela absolvição.
O GLOBO busca contato com a defesa de Brennad, Stefanie Cohen e com o MP-SP. O espaço segue em aberto e a reportagem será atualizada em caso de resposta.
Saiba quem é Thiago Brennand
Preso desde 2023, o empresário é réu em outros oito processos e cumpre pena na Penitenciária II Álvaro de Carvalho, em Potim, no interior de São Paulo, após a condenação em primeira instância em cinco casos, de acordo com o g1. Além da acusação envolvendo a estudante de Medicina, ele também foi condenado pelo estupro de uma mulher norte-americana, pela agressão contra a modelo Helena Gomes em uma academia em São Paulo e pelo estupro de uma massagista.
Em nota, a mulher e advogada dele, Karina Kufa Brennand, afirmou que a absolvição foi o “reconhecimento da verdade dos fatos” e disse que espera que, nos outros casos em que o empresário também é acusado de estupro, “a análise criteriosa das provas demonstre a inexistência de prática criminosa” por parte dele.